sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bom Senso gastronômico


A educação dos sentidos,

não é tão difícil como pode parecer.

A chave, aqui, é cultural.

Gostar de vegetais implica educar o paladar

– e antes dele, óbvio, o cérebro.

Na verdade, trata-se de uma reeducação.

Foi comprovada a existência

de um instinto natural

de seleção da comida.

Um estudo realizado nos Estados Unidos

é particularmente interessante.

Os pesquisadores entregaram a crianças

de péssimos hábitos à mesa

dez tipos de alimentos naturais.

Ao longo de uma semana,

privadas de sua dieta habitual,

elas conseguiram combinar tais ingredientes

de forma a construir uma dieta variada e saudável.

Não se recusaram a comer nada,

nem repetiram sempre o mesmo prato.

A capacidade de adestrarmos nosso paladar

de modo a extrair prazer de comidas

antes intragáveis também ficou evidente

graças ao inglês Jamie Oliver.

Há três anos, ele realizou uma campanha

para banir as porcarias dos lanches e refeições s

ervidos às crianças nas escolas públicas inglesas.

Oliver ajudou a promover mudanças drásticas

nesse cardápio – a merenda "junkie"

à base de nuggets e salsichas

cedeu lugar a saladas, frutas e receitas italianas.

Tudo isso acompanhado do desafio de agradar

aos estudantes.

Deu certo.

Em poucas semanas, o paladar da moçada,

"mascarado" pelo consumo abusivo de gorduras artificiais,

ficou, como dizer, menos inglês.

Você é ...o que vc come...


E também quanto e como você come...

Os alimentos podem ajudar

ou prejudicar sua saúde.

O prazer do equilíbrio é a chave de tudo.

Savarin cunhou, em 1825, a expressão

"diga-me o que comes e eu te direi o que és",

referia-se, sobretudo,

aos prazeres de uma boa refeição.

Em seu tratado de gastronomia

A Fisiologia do Gosto,

a primeira obra sobre a relação

do homem com a comida,

ele dizia que a elaboração de um novo prato

causava mais felicidade à espécie humana

do que a descoberta de uma estrela.

Pouco mais de um século depois,

na década de 1950,

o sabor de uma boa refeição

ganhou um tempero de culpa

com a descoberta de que a gordura,

em excesso,

trazia malefícios à saúde.

Alguns alimentos

passaram a ser vistos como venenos

e outros, como remédios.

Entre os dois extremos, está você,

fazendo a conta de quantas calorias

vai ingerir no almoço,

imaginando se suas artérias

entupirão de vez

com a feijoada programada

para o sábado

e pensando se, afinal de contas,

não seria melhor evitar beber

o quinto copo de vinho tinto da semana.

Qual a saída?

Ter uma dieta equilibrada

– em qualidade e quantidade.

Tão equilibrada que lhe dê a chance de,

vez por outra, cometer alguns "crimes" nutricionais.

"A manutenção da saúde deve ser uma conseqüência,

e não o único objetivo do ato de comer bem".

Antes tarde...do que mais tarde

°°O jornal semanal alternativo
SF Guardian tem uma edição especial
“a edição grátis”.
A tese do jornal é que, nos últimos anos,
caímos numa armadilha:
fomos convencidos pelas corporações
de que tudo na nossa vida se resume a transações financeiras.
E que isso esvaziou nossas vidas de senso de comunidade,
de colaboração, de generosidade.
Preferimos contratar alguém para um serviço,
em vez de pedir um favor para a vizinha
– porque tememos a obrigação social
que acompanha um favor,
que é retribuir um dia.
E não queremos ter que convidar a vizinha
para um churrasco em casa.
O jornal traz uma defesa de um novo modelo,
que é bem simples.
Começa com você.
Ofereça favores.
Ajude.
Doe coisas que você não usa
para quem você acha que vai usar.
Se gente suficiente fizer a mesma coisa,
a tendência é de que uma hora esses favores desinteressados
comecem a voltar para você.
Afinal, se todo mundo doa,
todo mundo recebe.
E aí, como você vai ganhar coisas de graça,
você não vai precisar de tanto dinheiro para viver.
E talvez possa se estressar menos,
trabalhar menos,
se preocupar menos...°°

Muitas maneiras

Manias...


Os lenços, cachecóis, echarpes,

pashiminas e haves

retornam com tudo no inverno.

Estes acessórios já ganham espaço

no meu guarda-roupa.

terça-feira, 28 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tarantino´s Mind


Just Married



(orkut da Dandan)

Boas Idéias

Maneira prática e eficiente
de passear com seus bichinhos de estimação:

Cupcake


Coisa de louco:

Vi que a Rosana Hermann , do Querido Leitor,
recebeu uma caixa cheia de cupcakes...
Fiquei com água na boca!

Vintage e Retrô


A moda Vintage nada mais é

do que uma moda retrógrada,

uma recuperação de estilos dos anos

20, 30, 40, 50 e 60.

Atualmente também passou

a fazer parte dessa contagem,

os anos 70 e 80.

Resumindo:

qualquer roupa que te faça parecido

com seus pais, ou,

se você for mais ousado, seus avós.
Pessoas falam do vintage e do retrô
como se fossem a mesma coisa...
Para esclarecer:
- Vintage: Uma peça que tem algumas décadas
(pelo menos duas) e continua em perfeito estado
e com uma modelagem em alta.

- Retrô: Uma peça nova
com uma modelagem dos anos 70 / 60 / 50, etc.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ainda o Amor


“Amar não é uma opção de momento,

mas uma opção de cada momento”
professor Felipe Aquino

pistas...


Cuidados especiais


Além de só passar sabonete de glicerina

no rosto e estar cheia de cremes

e óleos para manter a pele hidratada nesse inverno,

hoje adicionei mais alguns cuidados

para lá de especiais:

1 - Fiz máscara de argila verde

2- Escalda pés (Granado)

3- Creme esfoliante para pés

4- Lavei rosto com água fria

5-Meu lanche:
vitamina feita com Ades, morango, banana,

mamão, passas, mel e granola.

Estou me sentindo outra!

Amanhã tem continuação

com máscara de algas e gelo.

Toda essa preparação pra que??

A curiosidade matou o gato...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Amar é dar o que não se tem
a quem não sabe o que quer"
(Jaques Lacan)

Da série...citações


^Deixe as mulheres belas

para os homens sem imaginação.^

(Proust - citação no filme A Good Year)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Contra tempo

°°Hoje ela tem pressa
apenas para ser feliz.
Não está correndo contra o tempo
e não quer que nada ao seu redor
seja assim.
Para ele as horas são apressadas,
então a procura por cinco ou dez minutos
nem que seja para saber como ela está.
Houve um tempo em que ele parecia
ter a vida inteira para ela.
Não.
Ela não quer se conformar
com o pouco que ele quer
lhe oferecer agora.
A sua pressa é boa.
É pressa que espera
pelo o que ainda vai acontecer.
Então ela lhe pede:
Não atrapalhe minha calma
de viver com sentimentalismos fora de lugar.
Eles apenas roubam minha esperança
por segundos
e fazem com que eu me sinta
vazia o resto do dia.°°
(Inverso Meu)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chupa que é de uva


Esse fds fui procurar

o vestido para

o casamento da Dani.

Achei um modelo,

que não era exatamente

o que eu queria,

mas a cor sim:

Vou de uva!

No sábado nos divertimos bastante

na casa de Rê e Marquinho.

A noite foi mais longa

e ainda ficamos hospedados

no Atlântico.

O único inconveniente nesses tempos de

gripe suína é o sobe e desce no elevador

com chilenos e argentinos.

No mais tudo foi festa!


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Inverno:cuidados com a alma e com o corpo


Textos, textos e mais textos

Estou afundada em muitos textos,

mas não é por isso que vou deixar pra trás

o delicioso momento,

principalmente agora,

que estou numa fase "zen meditação",

de cuidar

do corpo.

Comprei uns creminhos

básicos para o rosto,

todos feitos na farmácia de manipulação

e trouxe tb

máscara de argila...

Me abasteci de óleos de banho

e outros tantos cremes

com amêndoas para o corpo.

Como é bom!!!

Cuidar do corpo,

da alma

e da calma...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Noivado Muderno


Pequenos Gigantes

-Hélio Leites-
Em sua imaginação delirante,
transbordante de encantamento,
colecionador
e mestre dos botões,
Hélio faz bailarina
de palito de fósforo dançar
em uma casca de noz
e cria mundos dentro
de uma caixa fósforo.
"Assim que vamos sonhar
ou pensar no mundo da pequenez
tudo se engrandece."
Gaston Bachelard

Julho:Férias!!


Já viram alguém se sentir

de férias trabalhando?

Explico:

Tirei férias da rotina...

Férias dos horários,

Férias da Luciana

e férias da minha filhote.

Tenho tempo de sobra

para ler meus textos,

trabalhar sossegada,

ver o que eu quise na TV e no PC.

Resumindo:

fazer o que quiser!

Vou deixar aqui registrado

um fato histórico

e que precisa ser mencionado:

Pela primeira vez, em 37 anos...

isso mesmo!

Pela primeira vez

na minha vida,

fui ao cinema sozinha.

Assisti Transformers.

Sei que não é lá grandes filmes,

mas era o disponível,

e já é um começo!!

A moda do TDAH


Há remédios para crianças distraídas,
travessas e agitadas.
Não cabe aqui citar nomes,
nem laboratórios...
Mas há um remédio
que é composto de atenção,
cuidado e tolerância.
Esse último não causa
efeitos colaterais
e pode ser prescrito e aplicado
por pais e professores,
sem contra-indicação.
Mas não está à venda
e pode faltar em lares e escolas.
Não haveria motivo para polêmica
se remédios não estivessem
sendo prescritos em demasia,
sem que se saiba ao certo
quais são os efeitos no longo prazo
e se conheça a doença que prometem tratar:
o Transtorno do Déficit de Atenção
e Hiperatividade (TDAH),
também chamado de
Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA)
ou hiperatividade.

A moda do TDAH



Há quem defenda que o problema
de TDAH sempre existiu
e só não era diagnosticado
por falta de informação,
como ocorreu com a depressão
até duas décadas atrás.
É importante ressaltar que o
TDAH não é uma doença,
cientificamente falando.
É um transtorno, termo médico
para uma desordem
do funcionamento natural
de um determinado órgão,
que não apresenta lesão anatômica.
No caso, caracterizado
por anomalias bioquímicas
envolvendo a produção de
dois neurotransmissores,
a dopamina e a noradrenalina.
A maioria dos especialistas
concorda com uma hipótese:
o fenômeno do distúrbio de atenção e de hiperatividade
explodiu na última década
em resposta à cultura e ao estilo de vida atuais,
marcados por pragmatismo, competitividade e individualismo.

A moda do TDAH



Na escola, os alunos mais agitados,
geralmente contestadores
e tão ou mais inteligentes
do que as outras crianças,
incomodam por não pararem quietos,
desrespeitarem regras,
serem dispersos
e terem dificuldades em aprender.
O problema, geralmente, aparece entre seis e sete anos,
período em que as crianças consideradas com TDAH
entram na educação formal.
"A escola é um tormento para elas porque
os hiperativos não agüentam normas".
Muito do que é considerado TDAH
é ,na verdade, falta de limites.
Antigamente,
as crianças tinham horário para almoçar
e fazer suas obrigações.
Hoje, não.
Elas passam a maior parte do tempo
longe dos pais e fazem elas mesmas seus horários.
"A sociedade torna as crianças hiperativase
depois as medica".

A moda do TDAH

"TV, computador e games
ensinam a criança a olhar para o global,
a não centralizar a atenção.
Se ensinamos a descentralização
da atenção às crianças,
como podemos esperar que elas sejam
anjinhos ??
Incapazes, os hiperativos não o são.
Segundo especialistas,
os hiperativos têm dificuldade
em selecionar um estímulo
e manter a atenção sobre ele
o tempo necessário para aprender.

A moda do TDAH


O exemplo mais conhecido
de um hiperativo
é o do físico alemão
naturalizado norte-americano
Albert Einstein (1879-1955),
que, embora tenha formulado
a Teoria da Relatividade,
teve uma vida escolar desastrosa.
A ele, fazem companhia figuras ilustres
como o artista italiano
Leonardo Da Vinci (1452-1519),
o compositor austríaco
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791),
o pintor e escultor espanhol
Pablo Picasso (1881-1973)
e o físico, matemático
e astrônomo inglês
Isaac Newton (1642-1727).
O que teriam feito se tivessem
tomado os tais remédios
amplamente prescritos
e se tornado "normais"?

Essa idéia de normatizar
todo mundo é muito perigosa".

A moda do TDAH


"Não podemos aceitar que médicos mediquem
todas as crianças com
o sintoma de hiperatividade,
porque em boa parte delas
não existe o TDAH,
e sim falta de limites.
Mas não podemos esquecer
que existem casos graves
em que a medicação é imprescindível
para que a vida social
e de aprendizagem
não seja afetada de forma irrecuperável.
Uma das formas de detectar o TDAH,
é avaliar que não é um transtorno
desenvolvido ou adquirido durante a vida.
A pessoa nasce com ele.
"Condições psicológicas e sociais
podem agravar o quadro de desatenção,
mas não são causadoras do transtorno".
No caso da hiperatividade,
especialistas asseguram que,
com a maturidade,
os sintomas vão diminuindo
e dificilmente chegam à vida adulta.
Os remédios são sempre uma intervenção
que irá mudar as formas de comportamento,
de percepção, cognição e afetividade das crianças.
Cabe lembrar que, principalmente na infância,
tudo é um aprendizado, inclusive as dificuldades,
erros e decepções.
O desejo dos pais de terem filhos perfeitos
e de professores terem alunos ideais,
não pode se tornar uma doença.
A partir do momento que as crianças não atendem
a tantas expectativas, recorrem-se a médicos
para transformar seus filhos nas pessoas
que querem que eles sejam.
Isso não significa um pedido de abandono a crianças,
mas uma reflexão sobre o quanto os problemas
dos adultos estão sendo projetados na infância.

Fonte:Revista Educação.


domingo, 12 de julho de 2009

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu."
Fernando Pessoa

Cidadezinha qualquer


' Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.'
"Alguma poesia" 1930 - Carlos Drummond de Andrade
- Blog Pras Cabeças-

Chaves e Castelo



°°Dei-te a chave do meu mundo.
Conhecer uma parte do que sou depende,
agora, muito mais de ti do que de mim.
Em cada armário espalhado por aqui
vc encontra uma parte de mim.
Minhas mágoas, todas elas,
estão jogadas no fundo dessas gavetas
que você encontra a cada novo passo
dado na direção que te apontei.
Por precaução
resolvi olhar novamente
os armários dos quais você agora
tem a chave.
Cuidado,
muita coisa pode assustar,
mas lembre-se que são
os armários do passado.
O presente está em outro lugar,
o presente está num castelo.
Um castelo mais bonito por sinal.
Deste castelo você ainda não tem as chaves.
E nem precisa...
As portas desse castelo nunca ficam trancadas,
estão apenas encostadas
de forma que só quem ouse chegar perto
descubra que pode entrar.
Confesso que até pouco tempo atrás
estava tudo desorganizado.
Não sabia o que deixar nos armários e gaveta.
Passei um tempo perdida dentro de mim
para organizar tudo isso...
Sei que você está à porta.
E sei que tem medo de entrar.
O novo às vezes é apaixonante.
Prometo te guiar
e ficar ao teu lado.°°

(trechos do texto Sobre as chaves e o Castelo
- blog Goiabas verdes fritas)

E agora, Maria?


§O que seria um bom dia cheio de cores,
sabores e texturas,
soa como um gesto de educação,
que é dispensável
quando causa mais dor que encanto.
Era correr para o abraço
se jogar nas emoções
e não ter limites para a entrega.
Sem o menor sinal disto,
transforma-se num aperto de mãos,
tão inútil quanto álgido.
Era a alegria,
que levava letras
e risos em cada declaração.
Restou o silêncio,
que nem sabia existir.
Era o indisfarçável.
Vira o sem luz.
Era o palpitar do coração,
que se transforma na distância
incalculável de alguns passos.
Era o eterno que
–não se sabia –
pode ter um fim.§
E Voltaire disse um dia
que a delicadeza é para o espírito
aquilo que a graça é para o rosto...

Quantae




A mente é como um iceberg, acreditava Freud.

O consciente fica ali aparecendo na superfície

enquanto todo o resto, nossa memória

esquecida, forma uma coisa submersa que é gigantesca,

perigosamente fascinante.

Ainda assim, a ponta está lá aparente

e guarda as informações sobre o invisível.

Nisso tudo estão os sonhos.

Confusos, pequenos acasos,

digestões do cotidiano

que às vezes são tão estranhos,

as situações podem ser tão absurdas

e não fazemos ideia de porque

aqueles objetos estão ali juntos.

Os sonhos são uma digestão das nossas memórias,

das informações que engolimos dia após dia

e que formam imagens,

sons e sensações necessárias

para a manutenção do nosso cérebro,

mas são também o campo de manifestação da parte de nós

que está no fundo do oceano do que queremos esquecer,

do que nos perturba.

A comunidade
Quantae no Flickr,

foi criada pela italiana Daniela

e busca reunir imaginários e fragmentos do inconsciente,

fotografias feitas de propósito ou ao acaso

que trazem à tona a junção inconstante

e às vezes incompreensível de objetos e impressões.

Hoje a galeria conta com mais de 9,500 imagens;

capturas altamente criativas

que nos levam a alguma concretização

das nossas loucuras sonhadas,

além de nos deixar ver um pouco

dos resgates obsessivos dos próprios fotógrafos.

Toda seleção de lembrança

é um quantae do esquecimento.
(Obvious)

Gira, gira, girassol


Apesar do tempo feio e nublado

consigo avistar os girassóis...

sábado, 11 de julho de 2009

terror nerd


A moda é...


Pesquisa recente nos EUA informa

que a maioria das mulheres jovens de lá

preferem ser bonitas e famosas a serem inteligentes.

É o império da ignorância fotografada.

Equação em que uma Paris Hilton

equivale a 100 mil cientistas

e uma Britney não vale menos do que

1000 Clarices Lispector + 400 Nélidas Pinõn.
Atualmente o tal do QI não leva ninguém a lugar quase nenhum

(só a míseras bolsas de estudo em cursos de pós-graduação).

Você não terá melhores empregos se for mais inteligente,

mas sim se for famoso entre as pessoas certas,

se tiver "contatos".
Hoje chamam essa arte de formar patototinhas (contatos),

que preferirão você e sua ignorância

a outro candidato mais capacitado.

Antes tinha de se fazer algo surpreendente

para ser famoso,

hoje, ao contrário,

tudo que o famoso fizer,

absolutamente tudo

como coisas do tipo:
"Vocês viram ela coçando micoses no You Tube?"

vai ser tido como algo surprendeeente!


¨o barro
toma a forma
que você quiser
você nem sabe
estar fazendo apenas
o que o barro quer¨

Paulo Leminski

Mais verdades


A realização de um sonho

depende de dedicação.

Há muita gente

que espera que o sonho

se realize por mágica,

mas toda mágica é ilusão

e a ilusão não tira ninguém de onde está,

em verdade,

a ilusão é combustível dos perdedores.

Quem quer fazer alguma coisa,

encontra um MEIO.

Quem não quer fazer nada,

encontra uma DESCULPA.

Gente cansada



'Tem gente que é cansada por natureza.

Semana passada, indo almoçar a pé,

passou por mim uma mulher desse tipo.

Não conseguia levantar os pés para andar.

Arrastava no chão suas sandálias

como se carregasse uma tonelada em sua bolsa.

Gente que arrasta os pés para andar

transmite uma sensação de má vontade,

de “não estou nem aí pra nada, nem pra mim”,

de falta de amor-próprio,

excluindo-se, por óbvio, os casos de pessoas

que têm algum tipo de restrição física.

Essa falta de ânimo para levantar as próprias pernas

pra andar vai se refletir

nessa mesma falta para qualquer outra coisa.

Pura displicência de viver.'

Blog Bacafá

Espiraisssss


^^Se entramos uns nos outros,

damos vertigens.^^

Vasco Gato, Omertà, Quasi Edições, 2007.

Olhos


Onde há garantia de que sei ler

nos teus olhos

o que os teus olhos me dizem?

Onde há garantia de que

os teus olhos me dizem alguma coisa?
°°O teu chão
é onde tem os pés.°°
Sim,
Não,
Talvez...

Klimt, The Kiss


Momentos

**Agora,
enquanto adias a escolha,
estás a escolher.
Só depois, mais adiante,
te dás conta
de que o momento da escolha
está a passar,
já passou.
Já escolheste.**
§ (...)Trata-se de assunto proibido
não porque é ruim
mas porque nós nos arriscamos.
Sei que se eu abandonar
o que foi uma vida toda organizada pela esperança,
sei que abandonar tudo isso
-- em prol dessa coisa mais ampla que é estar vivo --
abandonar tudo isso dói
como separar-se de um filho ainda não nascido.
A esperança é um filho ainda não nascido,
só prometido, e isso machuca
Clarice Lispector (2000 [1964]),
A Paixão segundo G. H., Lisboa: Relógio d'Água, p. 118.
##Amor é descanso de busca.
Ama e não procurarás.
Pára para viver,
E cega se tudo queres ver:
Amor é descanso de busca.
Deixa de pensar e acredita,
Desprende-te de ti
E assim te encontrarás:
Amor é descanso de busca.##

Ana Hatherly (1958), Um Ritmo Perdido

Das pessoas e dos livros


ººA escrita é uma das grandes invenções da humanidade,

junto com as máquinas simples,

a matemática,

o desodorante

e outras criações que nos afastaram

das onças e pernilongos.

Os místicos entendem que as letras

foram uma revelação divina

e que as palavras guardam poderes mágicos;

os pragmáticos entendem

que a memória é traiçoeira

e que somos uma espécie mentirosa,

portanto convém registrar acontecimentos e acordos.

Além dos contratos e registros contábeis,

a escrita permitiu a invenção de um objeto muito singular,

capaz de vencer o tempo e a distância:

o livro.

(...)

ele pode ajudar a ocupar o tempo ocioso,

diminuir (ou aumentar) a ignorância,

reduzir o sentimento de solidão

e até servir de calço de mesa,

como no filme Leolo, no qual no protagonista

o tira dessa nobre função

para usá-lo como um escudo (metafórico)

contra sua realidade familiar patogênica.

Há quem nunca tenha aberto um livro na vida,

seja por desinteresse ou falta de oportunidade,

como também há quem prefira

a companhia dos livros à das pessoas.

Eu vivo uma dualidade:

gosto de ambos e não consigo me manter fiel a nenhum.

Já deixei de ir a festas para terminar bons livros,

como também interrompi leituras para ir a churrascos

com muito truco, piadas, cerveja e conversa fiada.

Há momentos em que, no meio da leitura,

sinto uma vontade súbita de conversar com alguém

- geralmente às três da madrugada.

Outras vezes, em meio a muita gente,

pego sorrateiramente um livro e saio de fininho.

Não dá pra "abrir" ou "fechar" as pessoas

quando se tem vontade (sem trocadilhos sobre cirurgiões),

nem como fazer um livro lhe escutar.ºº

(Blog Soco no Figo)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Filhos


E como seria a mãe dos "lobinhos"?

assim...


Assim... ou ainda...





Entre uivos


...'Faz tempo, meninos-lobo e outros jovens

criados sem interação humana

despertaram o interesse da

psicologia cognitiva e da linguística.

A razão é que seriam um experimento natural

que permitiria responder a uma pergunta crucial:

esses jovens, sem conhecer palavras,

poderiam pensar como os demais humanos?

A questão em pauta era decidir se pensamos

porque temos palavras

ou se seria possível pensar sem elas.

O interesse pelos meninos-lobo feneceu.

Mas se aprendeu muito desde então,

e hoje não se acredita que o pensamento sem palavras seja possível

– pelo menos, o pensamento simbólico

que é a marca dos seres humanos.

Ou seja, Mogli não seria capaz de pensar.

"Vivemos em um mundo de palavras",

diz o celebrado antropólogo Richard Leakey.

"Nossos pensamentos, o mundo de nossa imaginação,

nossas comunicações e nossa rica cultura

são tecidos nos teares da linguagem...

A linguagem é o nosso meio...

É a linguagem que separa os humanos

do resto da natureza."

Portanto, se pensamos com palavras

e com as conexões entre elas,

a nossa capacidade de usar palavras

tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar.

Dito de outra forma, pensar bem é o resultado

de saber lidar com palavras e com a sintaxe

que conecta uma com a outra.

Quem não aprendeu bem a usar palavras

não sabe pensar.

No limite, quem sabe poucas palavras

ou as usa mal tem um pensamento encolhido.

Talvez o veredicto mais brutal sobre o assunto

tenha sido oferecido pelo filósofo Ludwig Wittgenstein:

"Os limites da minha linguagem

são também os limites do meu pensamento".

Simplificando um pouco,

o bem pensar quase que se confunde com a competência

de bem usar as palavras.

Nesse particular não temos dúvidas:

a educação tem muitíssimo a ver com o desenvolvimento

da nossa capacidade de usar a linguagem.

Portanto, o bom ensino tem como alvo número 1

a competência linguística.

Pelos testes do Sistema Nacional

de Avaliação da Educação Básica (Saeb),

na 4ª série 50% dos brasileiros

são funcionalmente analfabetos.

o nosso processo educativo

deve se preocupar centralmente com as falhas

na capacidade de compreensão

e expressão verbal dos alunos.

Ao estudar a Inconfidência Mineira,

a teoria da evolução das espécies ou os afluentes do Amazonas,

o aprendizado mais importante

se dá no manejo da língua.

É ler com fluência e entender o que está escrito.

É expressar-se por escrito com precisão e elegância.

É transitar na relação rigorosa entre palavras e significados.
No conto, Mogli se ajustou à vida civilizada.

Infelizmente para nós, Kipling estava cientificamente errado.

Nossa juventude estará mal preparada

para a sociedade civilizada se insistirmos

em uma educação que produz uma competência linguística

pouco melhor do que a de meninos-lobo.'

(trechos do texto Os meninos-lobo de Cláudio de Moura Castro - Revista Veja)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pequenas empresas...

PEGN

Boas Idéias:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM957013-7823-EMPRESAS+QUE+CUIDAM+DE+IDOSOS+INOVAM+NO+MERCADO,00.html

domingo, 5 de julho de 2009

Nova substância:
Phosphorus

Sustentável é pouco




Foi-se o tempo em que plantar sua própria comida

era conversa de hippie.

Até a sisuda The Economist,

mais interessada em finanças do que em jardinagem,

publicou uma matéria sobre o assunto,

contando como as hortas caseiras podem ajudar

a aliviar o sofrimento da crise financeira.

O blog ambiental Treehugger fez as contas

e constatou que uma horta em casa rende em média

o equivalente a 500 dólares por ano ao seu proprietário


Em 1943, durante o esforço de guerra,

atendendo a pedidos da primeira-dama americana

Eleanor Roosevelt, 20 milhões de americanos

plantaram hortas caseiras.

Ao final da guerra, elas supriam

40% das necessidades da nação.

Eram os chamados “victory gardens”,

os jardins da vitória.

Rede Social


Em nenhum outro país as redes sociais on-line

têm alcance tão grande quanto no Brasil,

com uma audiência mensal de 29 milhões de pessoas.

Mas ter milhares de amigos virtuais

não deixa ninguém menos solitário.

A vida moderna, curiosamente,

pode estar tornando as relações de amizade mais masculinizadas.

"O tamanho médio do núcleo de amigos próximos

parece estar diminuindo, enquanto a rede de contatos fracos aumenta",

disse o sociólogo Peter Marsden, da Universidade Harvard.

Ou seja, cresceram as relações superficiais,

efêmeras, e reduziram-se as mais afetivas, profundas.

A tendência é reproduzida à perfeição – e intensificada –

nas redes sociais on-line.

É como se a maioria das relações fosse estratégica,

tal como as dos homens das cavernas.

Um exemplo conhecido dos adeptos do Orkut no Brasil

são os ex-colegas de escola que,

depois de anos sem se comunicar e mesmo sem ter

nenhuma afinidade pessoal,

passam a engordar a lista de amigos virtuais uns dos outros.

Quando conveniente,

o contato é retomado para resolver questões práticas.

Esses laços fracos são muito úteis, por exemplo,

para descobrir oportunidades de trabalho.

Amigos próximos são menos eficientes em tal quesito porque,

em geral, circulam no mesmo meio e têm acesso às mesmas informações.

Uma das redes sociais com o maior crescimento de adeptos no mundo

é justamente o LinkedIn,

especializado em estabelecer vínculos profissionais.

Ao fim e ao cabo,

usar as redes sociais para fazer uma infinidade de amigos

– quase sempre não muito amigos –

é uma especialidade de Brasil, Hungria e Filipinas,

países que têm o maior número de usuários

com mais de 150 contatos virtuais.

Uma pesquisa nos Estados Unidos, por exemplo,

mostrou que 91% dos adolescentes usam os sites

apenas para se comunicar com amigos que eles já conhecem.

Parecem saber que, como dizia Aristóteles,

amigos verdadeiros precisam ter comido sal juntos.