terça-feira, 13 de novembro de 2007

Pelos poros

As palavras me escolhem.
A escrita vai saindo
quase não tenho controle.
É o que deve acontecer aos desenhistas,
aos músicos, aos artistas...
cada um com sua forma de expressão,
O mundo transborda e sai pelos poros.
Cada texto é como um beijo roubado,
um pecado assumido,
um segredo revelado,
um desejo guardado.
Cada texto é insolente,
nasce por conta própria
como se desse língua para o restante do mundo.