terça-feira, 13 de novembro de 2007

Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
E outras não tem o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim.
Tenho uma velha saudade
que levo comigo por ser companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira.
Não deixo as coisas que gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar.
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas do tempo que ele me deixou.
Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém.
Das vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo meus erros
Das tantas saudades eu levo a paixão.
Sempre que eu quero, revejo os meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo.