
´´Às vezes a gente precisa
se pendurar na pontinha do pé
para chegar mais alto.
Chegar naturalmente,
sem a ajuda do salto.
Uns centímetros a mais
Uns centímetros a mais
é capaz de nos livrar da derrota,
de mudar um destino.
Não importa se o pé dói,
a gente acostuma.
Não importa se o desequilíbrio ameaça,
mais cedo ou mais tarde a gente encontra o ponto.
É levantando o pé que se pega a fruta,
É levantando o pé que se pega a fruta,
que se enxerga na multidão.
É na pontinha do pé os passos mais lindos do ballet,
é com esse esforço que se alcança um abraço maior que a gente.
Na euforia,
é levantando o pé para o ar que a gente se exalta.
Quem cala tem os pés plantados no chão.
Quem cala tem os pés plantados no chão.
O peso não deixa a gente se arriscar
e quem não arrisca não sabe o que é chegar ao alto.
Acaba trocando os pés pelas mãos.
Usa o tato para caminhar entre o desconhecido.
Foi impulsionando os pés
Foi impulsionando os pés
que muita gente caminhou por onde não imaginava,
alcançou o que procurava.
Que Deus me permita ter pés
Que Deus me permita ter pés
que eu mesma possa guiar
e não que eles sejam simplesmente levados.
Não quero manter meu calcanhar grudado
à textura confortável do sapato,
maldita acomodação.
Aquele que busca o óbvio se garante,
Aquele que busca o óbvio se garante,
mas não vive.
Quero ter a força necessária para caminhar na ponta dos pés,
lá em cima,
onde aos mãos não alcançam,
onde os olhos não enxergam,
onde só o momento da chegada revela o que existe.
Não quero temer a insegurança.
Ela faz parte da vida,
ao contrário do pé no chão,
que denota o significado de uma mera existência.´´
(A genial Sabrina Davanzo do Inverso Meu)
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