
Foi a rápida popularidade e disseminação
que fez das matrioshkas
um dos símbolos mais famosos da Rússia.
As primeiras dessas bonequinhas são atribuídas
a Sergei Maliutin que, em 1890,
inspirado nas bonecas de madeira japonesas,
desenhou o projeto de uma que tivesse trajes
e aparência típicos.
Foram oito pequenos camponeses
que seguiam o conceito já conhecido no país,
de objetos ocos que contêm outros semelhantes
em tamanho cada vez menor por dentro
(os Ovos Fabergè, por exemplo).
Esses pequenos objetos de afeto atravessaram
o século ora adaptando-se a demandas históricas
– como as matrioshkas
retratando estadistas
como Krushchev e Lênin -,
ora a educativas, decorativas ou comemorativas,
como é o caso das encomendadas pela Vogue Rússia;
isso mostra a infinita capacidade de adaptações
e releituras que elas podem ter,
sendo sempre as mesmas e sempre novas.
Sobre a coleção, disse Aliona Doletskaya:
cada matrioshka é única
e uma peça de arte em si mesma.
Instalação, escultura, objeto de arte
– podemos chamar-lhe o que quisermos.
As bonecas podem ser vistas na Vogue Rússia de Novembro
e também no site vogue.ru.
(Obvious)
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