
Há cerca de 11 anos atrás,
quando ainda estava na ESPM,
fiz um trabalho em grupo
onde apontávamos a tendência
do homem viver só.
Nosso trabalho destacava
a necessidade crescente
de se olhar para os consumidores solitários
e dar a eles produtos
em quantidade conveniente para 1 pessoa.
Sacos de pão com menos fatias,
legumes, verduras embalados em menor quantidade,
ovos em caixa com meia dúzia, etc
Tendo em vista que a quantidade "normal"
tinha como medida-padrão
uma família de 4 pessoas,
o que já era fora da nossa realidade.
Os produtos estragavam na casa desse
nem tão "novo" modelo de consumidor.
E como todos sabemos
não há lugar para o desperdício.
Mas vcs podem perguntar...
pq raios ela foi desencavar essa história?
Simples...
Assisti o ¨Saia Justa¨ dessa quarta feira,
e uma das pautas do programa foi essa tendência,
- apontada por nós,
simples estudantes de 20 e poucos anos,
há mais de 10 anos atrás -
Deu na Folha de SP a seguinte matéria:
"Morar sozinho é tendência mundial"
O aumento do número de pessoas
que vivem sozinhas nas grandes cidades,
por opção ou contingência,
não é uma característica brasileira,
e sim uma tendência mundial.
As razões apontadas para o fenômeno são,
entre outras, o aumento dos pedidos de divórcio,
a maior longevidade da população
-a morte de um dos cônjuges
obriga o outro viver sozinho
quando a família não o acolhe-,
o adiamento da decisão de casar entre os jovens
e o crescimento das uniões informais,
em que os cônjuges optam
por morar em casas separadas.
No Brasil
São Paulo é, em números absolutos,
a cidade brasileira com mais moradores
que vivem sozinhos
-o que reflete a sua magnitude demográfica
(mais de 10,4 milhões de habitantes).
Em 2000, 318.080 pessoas moravam
desacompanhadas na capital paulista
-uma em cada grupo de 30 habitantes.
O Rio de Janeiro vem em segundo lugar,
com 244.619;
Porto Alegre, em terceiro,
com 75.896;
Salvador, em quarto, com 70.041;
e Belo Horizonte, em quinto, com 69.055.
No exterior
Em cidades americanas,
os indicadores são significativamente maiores:
em Washington, era de 39,5% nos anos 80
e subiu para 41,5% nos anos 90;
em Nova York, pulou de 26% para 27,2%,
de acordo com dados do censo.
Nos Estados Unidos,
25,5% das casas têm apenas um morador.
A variação foi pequena na última década,
de apenas 0,9 ponto percentual.
Mas, em relação à década de 70,
houve um aumento de 8,4 pontos percentuais.
No Reino Unido,
pesquisa revela que morar desacompanhado
já é a situação mais comum.
O estudo informa que,
pela primeira vez na história do país,
a soma das pessoas que vivem sós ou como pais solteiros
é maior do que a das que vivem no formato familiar tradicional.
A pesquisa tinha como objetivo medir as mudanças
que a família sofreu no Reino Unido nos últimos 40 anos.
Uma outra pesquisa
-do Centro de Estudos de Políticas Familiares Independentes-,
divulgada em 2000, mostrou que 28% das casas do país
eram habitadas por apenas uma pessoa,
o triplo do indicador apurado em 1960.
Um comentário:
carambola! se parármos pra refletir trata-se de uma uma significativa mudança nas relações sociais. será que isso é um espelho da crescente intolerância entre as pessoas?...
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