
"Um médico visita um enfermo e lhe diz:
- Tens febre; abstém-te, por hoje,
de tomar qualquer alimento, e não bebas mais que água.
O enfermo dá-lhe crédito, agradece e paga-lhe.
Um filósofo diz a um ignorante:
- Os teus desejos são desenfreados,
os teus temores são baixos e servis,
professas falsas crenças.
O ignorante enfurece-se
e sente-se ferido no amor próprio.
De que nasce tal diferença?
De o enfermo conhecer o seu mal, e o ignorante não."
In: EPICTETO. "Máximas". Trad: Alberto Denis. Ediouro, Rio de Janeiro /1966, pp.90-91.