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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ver além

A vida é muito,
muito mais que normas,
procedimentos e dinheiro.
A vida é mágica,
apaixonante
e com matizes de poesia.

sábado, 6 de setembro de 2008

A vida é mais do que estar certa...

"Se é verdade que a elegância
significa economia de força,
segue-se então, como uma consequência lógica,
que a prática constante de uma postura elegante
deve trazer consigo uma reserva de força.
Boas maneiras, significam, portanto,
poder em repouso".
Inazo Nitobe

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Crenças

Rir junto.
Fazer compras no supermercado
enquanto ele sempre reclama
e pergunta
''já deu? vamos?''.
Olhar um pro outro quando algo acontece
e não precisa se dizer o que.
Conversar durante horas
e não notar que as horas passaram.
Chorar juntos abraçados
por um mesmo motivo doído.
Andar de mãos dadas na chuva.
Ele tomar cerveja, ela guaraná
e não haver nada de errado nisso.
Não é preciso sempre se gostar da mesma coisa.
Acordar e ficar olhando o outro dormir.
Procurar o corpo do outro no meio da noite
e com um certo alívio infantil sentir
que se está protegido por aquele par de pernas.
Levantar exclusivamente porque o outro está com sede
e queria um copo d'água.
Receber um abraço no momento que mais se precisa.
Olhar e sorrir,
feito pessoa besta e sem noção,
apenas por saber que se pode fazer isso sem ser mal interpretado.
Puxar pra si quando se está meio longe.
Ter um leve medo de perder e a certeza absoluta que achou.
No fundo, no fundo...
Nunca deixei de acreditar nisso.
Nunca.
Me ensinaram que xarope rosa aplaca a gastrite,
comprimido vermelho dissolve a enxaqueca
e devemos ter diversos envelopes na gaveta,
daquilo que, dizem, é recomendado para todas as dores.
No entanto, já tive, um dia, bem menos idade
e uma cabeça de vento.
Eu achava que escrevia poesia.
Sonhava com felicidade de vento,
casa com jardim,
trabalho gratificante,
amor pra sempre.
Minhas janelas teriam lua
e meus telhados, vidro.
A vida seria uma varanda aberta.
Foi quando eu tive idéias geniosas
e planos flácidos
e acreditava piamente que chá de alho com limão
e uma única colher de mel era um remédio eficiente.
Pois as dores eram passageiras
e menores que os meus dias novos,
nascendo em manhãzinhas com cheiro incolor de água limpa.
Demorou até que eu percebesse, que, aos poucos,
meus quereres lapidados, tolhidos em reles frascos, desbotavam.
A beleza resignou-se em permanecer nos desvãos da trivialidade,
em doses proporcionais e calculadas.
E me dei conta.
De que haviam transformado as minhas vontades em pretensões.
Por isso aprendi.
A manter sempre os frascos abertos.
E os desejos livres.

Tudo que é bom deve ser compartilhado!


Tem gente que vê a gente sempre brincando
e não faz idéia de como, às vezes,
estamos por dentro.
Já reparou como as pessoas mais irritadinhas
acham que só elas têm problemas?
Ou que, os problemas que elas têm
são os maiores do mundo?
Cada um sabe da sua vida.
É preciso (realmente) respeitar o jeito do outro.
Que não é melhor, nem pior que o seu.
Apenas não é o seu.
E tem toda aquela "teoria do espelho invertido".
Se alguma coisa em alguém irrita
você a um ponto insuportável,
olhe bem pra dentro.
Vai ver, é a sua sombra querendo atenção.
Há um mundo mágico de possibilidades escondidas.
E na sutileza desconsertante das respostas
para perguntas que ainda não foram feitas.
Está tudo aí.
Eu sinto.
Mas ainda não compreendo.
Não sei se é uma questão de tempo.
Talvez seja apenas uma questão de aceitação.
Aceitação não daquilo que eu cegamente enxergo,
mas daquilo que eu preciso aprender a "ver".

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sem muitas lamentações.
Só pra dizer que é doído, sim.
E, que mesmo sem responder,
mesmo fugitiva, "ronhenta" e ariana,
ficou a lembrança.
Sem disco de Caetano,
sem beijo salgado,
sem passeio de barco,
ainda assim, ficou a lembrança.
E, de novo,e pra sempre.
Mas entenda,o vento mudou.
Já não velejo em minuano.
Já não navego em você.
Então, marujo,dobre as velas,
guarde seu amor.
Cá, eu guardo as sobras do meu.
E vamos vivendo assim:
eu, feliz.
Você... não sei.