domingo, 27 de janeiro de 2008

O Sol


Ei, dor!

Eu não te escuto mais

Você não me leva a nada

Ei, medo!

Eu não te escuto mais

Você não me leva a nada...

E se quiser saber

Pra onde eu vou

Pra onde tenha Sol

É pra lá que eu vou...

(Jota Quest)

Segundo Cérebro

Limitar o papel do intestino à digestão seria reduzir consideravelmente a importância desse órgão.
Ele é dotado de um sistema nervoso constituído por 100 milhões de neurônios (tanto quanto a medula espinhal), que elaboram cerca de vinte neurotransmissores — entre os quais a serotonina, reguladora do humor, que influi nos distúrbios depressivos.
Os cientistas falam hoje do intestino como o "segundo cérebro" do corpo humano, capaz de enviar sinais ao cérebro.
O intestino ainda exerce outro papel.
Ele serve de barreira entre o exterior (o intestino recebe moléculas estranhas como os nutrientes) e o interior do organismo.
A integridade dessa barreira é essencial e uma flora intestinal equilibrada — que estimula a secreção de muco e produz substâncias capazes de modificar sua permeabilidade — melhora esse efeito barreira.
O terceiro papel do intestino é sua função imunológica.
Em termos de células (por exemplo, de linfócitos), o sistema imunológico do intestino é o mais importante do organismo e produz certas substâncias que regulam as reações imunológicas.
A flora intestinal, responsável pelo bom funcionamento do intestino, tem um lugar privilegiado na conservação da saúde.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008


"Dizem que a vida é curta,

mas não é verdade.

A vida é longa

para quem consegue viver

pequenas felicidades."

(Dalai Lama)

Pequeno Dicionário das Relações Amorosas II

Lágrima: 1. saudade na forma líquida; 2. mistura de água do mar com alma moída; 3. secreção aquosa expelida através dos canais lacrimais quando se espreme o coração; 4. felicidade que escorre pela face; 5. estrela cadente que despenca do céu dos olhos de quem ama; 6. motivo da existência de lenços brancos; 7. resultado da fusão de sentimentos contraditórios quando submetidos a altas temperaturas; 8. nome comumente dado ao fim de um romance; 9. momento que antecede o adeus; 10. pedaço de ontem; 11. antônimo de desprezo; 12. matéria-prima das jujubas; 13. grande inspiração dos poetas; 14. fado de Amália Rodrigues; 15. na Europa, folha que cai da árvore quando chega o outono; 16. na infância, associada ao berro, alarme de fome; 17. na velhice, fome de colo; 18. névoa úmida que cobre o mundo quando chove dentro da gente.
(André)
Terceira à esquerda.
Segunda à direita.
Segue em frente.
Passa pelo orelhão.
Quando vir um sorriso à sua direita, você dobra.
Quatro quarteirões.
Olha pra cima.
Se tiver uma nuvem, você espera ela passar.
Se não tiver, entra depressa.
Uma porta branca. Estreita, tem de se esforçar um pouco.
Aí, só subir a escada.
Mil, novecentos e vinte e sete degraus.
Aí chega no trampolim.
Abra os braços, pra se equilibrar bem,
que um tombo agora pode ser fatal!
Lá embaixo, uma piscina.
Vermelha. Vermelha porquê? Ué, porque sim, ora!
A água é quentinha, vai gostar.
Mais divertido se pular de cabeça.
Respira fundo antes, que leva um tempo pra você voltar à tona!
Mas volta.
Aí, umas braçadas. É preciso fôlego...
Vai nadar aí por um bom tempo.
Mas é gostoso, a água quentinha não te deixa ficar dolorido. Não, não tem fundo, não dá pra descansar.
Faz o seguinte: de vez em quando você bóia.
Põe a barriga pra cima e bóia.
Igual criança. Se o céu estiver escuro, pode ir se preparando.
Vai precisar ter força. Mas passa.
Não dá pra se afogar, só assusta um pouco.
Continua nadando. Só duas possibilidades de chegada: abismo ou praia.
Se chegar na praia, melhor. É um lugar bonito. Relaxante.
Tomara que seja.
Se for abismo, vai doer. Mas passa.
Dependendo do peso da sua alma, você vai cair por alguns minutos,
algumas horas. Tem gente que cai por anos.
Dizem por aí que tem gente que nunca mais pára de cair.
Mas é lenda.
É, não chega a ser perigoso, assim, perigooooooooso... Mas assusta.
Tá, é perigoso, sim...
Mas e o que não é?
Depois?
Ah, sei lá...
Você vai decidir.
O que eu sei é que você vai ter vontade de começar tudo de novo.
Vai, segue em frente.
Sem medo.
Bota um sorriso na cara e vai.
Anda! Vai!
Boa sorte.
Qualquer coisa, liga.
Tchau.
postado por: ANDRÉ GONÇALVES

Relógio

O tempo deveria mesmo é ser menos egoísta
e deixar de pensar só em si mesmo.
porque tem horas que ele tem certeza que é o coelho de alice
e, em outras, o danado cisma que é caymmi.

Procuraram, procuraram, procuraram... Por toda parte... Por muitos dias... Debaixo da cama. No armário. Na geladeira. Na lixeira do banheiro. Arrancaram a pia da cozinha e procuraram na tubulação. Nas gavetas. Na despensa. Entre as facas. Na caixa de fotografias antigas. Entre as roupas. Na gaveta de cuecas. No meio dos sapatos. Nos bolsos das calças. Dentro dos livros de receitas. Nas cartas. Na pasta de contas. No elevador. Na garagem. No porta-luvas. Debaixo do carro. No porta-malas. Nas ruas do bairro. Colocaram anúncio de procura-se no jornal. Deu notícia na tv. Nenhum sinal. Nada. Única pista, dada pelo zelador do prédio onde moravam:

- Seu Zé, o senhor viu um amor perdido por aí?

- Como ele era, dona Melissa?

- Bonito, perfumado e vestido de azul...

- Vi, sim, dona Melissa...

Vi quando saiu do elevador, chorando,

entrou correndo num taxi e foi simbora, pro rumo da Lagoa.

(André)